Eu, Leonardo Polese Alves, sou engenheiro civil e professor do Ifes/Vitória desde 1993. Já lecionei nos cursos técnicos integrados e sub-sequentes das áreas Estradas, Agrimensura e Geomática e no curso tecnólogo da área Saneamento Ambiental. Atualmente ensino Informática Básica no curso técnico sub-sequente de Geoprocessamento. Como na minha Coordenadoria de Geomática não oferece EJA, nunca tinha trabalhado com turmas do Emjat/Proeja.
No final de setembro de 2009, a direção de ensino do Ifes me pediu uma colaboração, assumindo a turma N11 na disciplina de Informática Básica do curso Proeja Metalurgia e Materiais a partir do início de outubro de 2009. A professora Adriana se desligou dessa turma, e Elisa me pediu essa colaboração.
Argumentei com Elisa que minha carga horária estava menor, pois em tinha um licença parcial para cursar especialização no Ppg/Proeja/Ifes/Vitória de 2009/1 até 2010/1. Não conseguir ‘escapolir’ e aceitei ser professor de Informática nessa turma de 02/10/2009 até 16/12/2009. Esse então foi o meu primeiro trabalho pedagógico no Proeja/Emjat. Essa turma tinha muitos jovens e poucos adultos, como as turmas do técnico sub-sequente.
No primeiro encontro com a turma N11, me apresentei e pedi que se apresentassem. A maioria dos alunos da turma N11 trabalhava e estudava. Levando em consideração essa dupla jornada, estudo e trabalho, fizemos um contrato didático, do qual constava: o principal era estar presente nas aulas disposto para aprender e produzir; todas as tarefas seriam feitas nas aulas, praticamente não levando tarefa para casa; os alunos e o professor seriam responsáveis pela aprendizagem dos alunos, ou seja, todos juntos para aprender.
As aulas de Informática Básica nessa turma N11 no semestre 2009/2 se desenvolveram nas terças-feiras (3 últimas aulas, ou melhor, após as aulas da disciplina Gestão) e sextas-feiras (na primeira aula, ou melhor, antes da aula de Química).
Combinamos que nas terças-feiras, faríamos o recreio ou intervalo entre a 2ª e 3ª aula. Ou seja, os alunos saiam da aula de Gestão às 20:00 e faziam o intervalo até às 20:15, quando eu começaria as três aulas seguidas até às 22:15. Nas terças-feiras, eu saía da Coordenadoria de Geomática após o toque do sinal das 20:00, passava na Inspetoria para pegar a chave do Laboratório 5 de Informática e abria esse laboratório às 20:05. Alguns alunos vinham direto sem fazer o intervalo, outros faziam o intervalo e chegavam às 20:15 ou 20:20. Alguns alunos faziam um intervalo maior e chegavam após às 20:40 ou 21:00. Sempre acolhia bem os alunos, não importando o horário de chegada nas aulas de terça-feira. Os alunos que chegavam cedo utilizavam os minutos iniciais para consultar email e navegar na internet. Os que chegavam às 20:15 ou 20:20 pegavam o início das aulas. Os que chegavam mais tarde, 20:40 ou 21:00, quando sentavam sozinhos eram orientados pelo professor até acompanharem a aula sozinhos ou quase sozinhos, mas o professor também orientava os atrasados a sentarem com outros alunos para acompanhar as aulas.
Após os primeiros contatos, percebi que os sujeitos desses modos de ensino profissionalizante, Proeja Médio e Técnico Sub-sequente, são muito parecidos na diversidade e nos contextos sociais. Aproximadamente metade da turma N11, freqüentava assiduamente as aulas. Mas a outra metade tinha freqüência intermitente.
Os conteúdos propostos para serem desenvolvidos no plano de curso de Informática Básica são: sistema operacional, internet, editor de texto, apresentação e planilha eletrônica. A professora Adriana, havia trabalhado os quatros primeiros itens, e eu ensinei a utilização básica das planilhas eletrônicas.
No Laboratório de Informática 5, ensinava a planilha com o projetor e depois percorria a sala tirando as dúvidas do aluno ou da dupla de alunos. Com o tempo, percebi quem tinha mais dificuldades e dei um pouco mais de atenção para esses alunos ou formava uma dupla de um aluno que tinha facilidade com outro que tinha dificuldade. Nas poucas duplas que consegui ajeitar facilidade com dificuldade, pedia ao aluno com facilidade que evitasse o mouse, o teclado ou a solução e que tentasse ser um tutor. No final de cada aula, os alunos enviavam, por email, o arquivo individual contendo acumulativamente todas as planilhas desenvolvidas por cada aluno da N11. Nas sextas-feiras de tarde, eu verificava o arquivos que cada aluno enviara na aula de terça-feira, e na aula de sexta-feira às 18:30 eu informava sobre essa verificação.
Os alunos faltavam mais na aula de sexta-feira. Então, passei a desenvolver atividades práticas de avaliação nessa primeira aula da sexta-feira. Eu propunha uma situação problema oralmente e escrita no quadro, os alunos utilizavam a planilha eletrônica na resolução dessa situação problema e depois me enviavam o arquivo individual por email. Quem não dava conta de apresentar essa solução na sexta-feira por atraso ou falta, tinha oportunidade de concluir o ou desenvolver a solução dessa situação problema na terça-feira seguinte.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Relatando (2/2)
Vou relatar as quatro aulas de Informática Básica da turma N11 desenvolvidas nos dois encontros da primeira semana de dezembro de 2009.
Na terça-feira 01/12/2009, cheguei um pouco atrasado e abri o Laboratório de Informática 5 às 20:15 ou 20:20. Alguns alunos me aguardavam e outros foram chegando ao longo da aula. Ensinei a função de lógica SE, função útil, versátil e importante no uso da planilha eletrônica. Fizemos alguns exemplos utilizando essa função SE. Eu percebi que a sala estava um pouco mais vazia do que o normal e perguntei para a turma o que tinha acontecido. Um aluno me respondeu que alguns alunos tinham ido embora. Ensinei também como fazer gráficos com a planilha. Como estava ensinando conteúdos importantes, disse:
– Eles (alunos que foram embora) é que estão perdendo porque os conteúdos da aula de hoje são importantes no estudo das planilhas eletrônicas.
Os alunos gostaram da função e sugeriram exemplos de utilização da função SE. Após fazer um histograma, gráfico do tipo coluna com os dados da freqüência simples, o aluno Jorge perguntou:
– Depois de fazer esse gráfico, podemos ir embora?
E eu respondi:
– Verifique se tudo está dentro dos conformes, salve seu arquivo no computador e depois me envie por email.
Reinaldo, outro aluno que também tinha acabado comentou:
– Que bom que acabamos as tarefas antes do final dessa aula, pois assim chegaremos mais cedo em casa e teremos um tempo maior para descanso.
Jorge completou:
– O descanso é necessário para nos recuperarmos antes do inicio de uma nova jornada diária de trabalho e estudo, como vem sendo feito desde que demos inicio a este período letivo.
Os alunos foram terminando e indo embora. Como sempre, me despedi dos alunos, verifiquei se os computadores estavam-se desligados, reorganizei as cadeiras, apaguei as luzes, fechei a porta, entreguei a chave na Inspetoria às 22:30 e fui embora.
Na sexta-feira 04/12/2009, passei a tarefa prática para avaliação, que consistia em fazer uma pesquisa no site do Senado Federal sobre a quantidade de senadores por partido político e fazer um gráfico do tipo pizza com a porcentagem de cada partido na composição do nosso Senado.
Os alunos foram chegando e começando a fazer essa tarefa. Como era de costume, perguntei aos alunos que faltaram na terça-feira anterior o motivo. Um deles me respondeu:
– Professor, na terça-feira eu tive um dia muito cansativo de trabalho, vim para sua aula, mas o laboratório estava fechado. Aguardei sua chegada enquanto conversava com os colegas de turma. Esperei um prazo de 15 minutos, sugerido pelo inspetor, e como isso nunca tinha acontecido logo imaginei que alguma coisa de inesperado teria acontecido, por esse motivo eu e outros alunos fomos embora para nossas residências.
Fiquei chateado, pois tive a sensação de que meu atraso na terça-feira fora o pretexto para irem embora. Havíamos combinado começar as aulas das terças-feiras às 20:15, mas eu sempre chegava antes. Fiquei aborrecido, pois sempre acolhia os atrasos desse e de outros alunos com atenção especial de modo que todos participassem da aula sem prejuízos.
Outros alunos que faltaram, começaram a engrossar o coro da reclamação do aluno descrita acima. Eu me senti ofendido por esses alunos e perguntei:
– O que devo fazer quando vocês se atrasarem? Devo registrar falta e mandá-los embora? Vocês gostariam de serem tratados como estão me tratando?
Expliquei a função SE e os gráficos para os alunos que foram embora na aula anterior. Decidi ser menos compreensivo com os alunos, pois vi que alguns deles não foram compreensivos comigo. O clima ficou ruim, por causa do meu aborrecimento.
O aluno Ilcimar, tentou contemporizar:
– Acredito que o que aconteceu na última terça-feira foi um problema de falta de comunicação, interesse, indisciplina e humanismo dentre outros, pois estamos propícios a erros o tempo todo e não julgo necessário o confronto a falta de respeito e muito menos a ofensa em forma de agressão verbal, que polui o som e transforma o ar de um ambiente que deveria ser o de maior paz e irmandade.
Os alunos foram terminando a tarefa e me enviando seus arquivos por email. Terminei a aula menos chateado, pois as palavras de Ilcimar me ajudaram a entender tal situação. Mesmo assim fiquei com a dúvida: por que o meu atraso representou uma quebra do contrato didático, se o atraso de alguns alunos nunca fora tratado como quebra desse contrato?
Na terça-feira 01/12/2009, cheguei um pouco atrasado e abri o Laboratório de Informática 5 às 20:15 ou 20:20. Alguns alunos me aguardavam e outros foram chegando ao longo da aula. Ensinei a função de lógica SE, função útil, versátil e importante no uso da planilha eletrônica. Fizemos alguns exemplos utilizando essa função SE. Eu percebi que a sala estava um pouco mais vazia do que o normal e perguntei para a turma o que tinha acontecido. Um aluno me respondeu que alguns alunos tinham ido embora. Ensinei também como fazer gráficos com a planilha. Como estava ensinando conteúdos importantes, disse:
– Eles (alunos que foram embora) é que estão perdendo porque os conteúdos da aula de hoje são importantes no estudo das planilhas eletrônicas.
Os alunos gostaram da função e sugeriram exemplos de utilização da função SE. Após fazer um histograma, gráfico do tipo coluna com os dados da freqüência simples, o aluno Jorge perguntou:
– Depois de fazer esse gráfico, podemos ir embora?
E eu respondi:
– Verifique se tudo está dentro dos conformes, salve seu arquivo no computador e depois me envie por email.
Reinaldo, outro aluno que também tinha acabado comentou:
– Que bom que acabamos as tarefas antes do final dessa aula, pois assim chegaremos mais cedo em casa e teremos um tempo maior para descanso.
Jorge completou:
– O descanso é necessário para nos recuperarmos antes do inicio de uma nova jornada diária de trabalho e estudo, como vem sendo feito desde que demos inicio a este período letivo.
Os alunos foram terminando e indo embora. Como sempre, me despedi dos alunos, verifiquei se os computadores estavam-se desligados, reorganizei as cadeiras, apaguei as luzes, fechei a porta, entreguei a chave na Inspetoria às 22:30 e fui embora.
Na sexta-feira 04/12/2009, passei a tarefa prática para avaliação, que consistia em fazer uma pesquisa no site do Senado Federal sobre a quantidade de senadores por partido político e fazer um gráfico do tipo pizza com a porcentagem de cada partido na composição do nosso Senado.
Os alunos foram chegando e começando a fazer essa tarefa. Como era de costume, perguntei aos alunos que faltaram na terça-feira anterior o motivo. Um deles me respondeu:
– Professor, na terça-feira eu tive um dia muito cansativo de trabalho, vim para sua aula, mas o laboratório estava fechado. Aguardei sua chegada enquanto conversava com os colegas de turma. Esperei um prazo de 15 minutos, sugerido pelo inspetor, e como isso nunca tinha acontecido logo imaginei que alguma coisa de inesperado teria acontecido, por esse motivo eu e outros alunos fomos embora para nossas residências.
Fiquei chateado, pois tive a sensação de que meu atraso na terça-feira fora o pretexto para irem embora. Havíamos combinado começar as aulas das terças-feiras às 20:15, mas eu sempre chegava antes. Fiquei aborrecido, pois sempre acolhia os atrasos desse e de outros alunos com atenção especial de modo que todos participassem da aula sem prejuízos.
Outros alunos que faltaram, começaram a engrossar o coro da reclamação do aluno descrita acima. Eu me senti ofendido por esses alunos e perguntei:
– O que devo fazer quando vocês se atrasarem? Devo registrar falta e mandá-los embora? Vocês gostariam de serem tratados como estão me tratando?
Expliquei a função SE e os gráficos para os alunos que foram embora na aula anterior. Decidi ser menos compreensivo com os alunos, pois vi que alguns deles não foram compreensivos comigo. O clima ficou ruim, por causa do meu aborrecimento.
O aluno Ilcimar, tentou contemporizar:
– Acredito que o que aconteceu na última terça-feira foi um problema de falta de comunicação, interesse, indisciplina e humanismo dentre outros, pois estamos propícios a erros o tempo todo e não julgo necessário o confronto a falta de respeito e muito menos a ofensa em forma de agressão verbal, que polui o som e transforma o ar de um ambiente que deveria ser o de maior paz e irmandade.
Os alunos foram terminando a tarefa e me enviando seus arquivos por email. Terminei a aula menos chateado, pois as palavras de Ilcimar me ajudaram a entender tal situação. Mesmo assim fiquei com a dúvida: por que o meu atraso representou uma quebra do contrato didático, se o atraso de alguns alunos nunca fora tratado como quebra desse contrato?
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Postando
Eu não sei se compensa continuar postando às sextas-feiras, pois ninguém está lendo, ou, pelo menos não está (estão) comentando.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Contextualizando
O PROEJA pretende contribuir para na educação brasileira para jovens e adultos. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE divulgados em 2003, que 68 milhões de jovens e adultos trabalhadores brasileiros com 15 anos ou mais não concluíram o ensino fundamental e, apenas, 6 milhões (9%) estão matriculados em EJA. A partir desse dado e tendo em vista a urgência de ações para ampliação das vagas no sistema público de ensino ao sujeito jovem e adulto, o Governo Federal instituiu, em 2005, no âmbito federal o primeiro Decreto do PROEJA nº 5.478, de 24/junho/2005, em seguida substituído pelo Decreto nº 5.840, de 13/julho/2006, que introduziu novas diretrizes que ampliam a abrangência do primeiro com a inclusão da oferta de cursos PROEJA para o público do ensino fundamental da EJA.
A partir deste contexto, o PROEJA tem como perspectiva a proposta de integração da educação profissional à educação básica buscando a superação da dualidade trabalho manual e intelectual, assumindo o trabalho na sua perspectiva criadora e não alienante. Isto impõe a construção de respostas para diversos desafios, tais como, o da formação do profissional, da organização curricular integrada, da utilização de metodologias e mecanismos de assistência que favoreçam a permanência e a aprendizagem do estudante, da falta de infra-estrutura para oferta dos cursos dentre outros.
De acordo com o Documento Base do PROEJA (2007) e a partir da construção do projeto pedagógico integrado, os cursos PROEJA podem ser oferecidos das seguintes formas:
1- Educação profissional técnica integrada ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos.
2- Educação profissional técnica concomitante ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos.
3- Formação inicial e continuada ou qualificação profissional integrada ao ensino fundamental na modalidade de educação de jovens e adultos.
4- Formação inicial e continuada ou qualificação profissional concomitante ao ensino fundamental na modalidade de educação de jovens e adultos.
Na direção de contribuir para a implantação de novos cursos e a melhoria das condições de oferta dos que se encontram em andamento, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC) desenvolve uma rede de ações:
1- Chamada Pública de Formação PROEJA (cursos de formação com carga horária de 120h a 240h);
2- Curso de pós-graduação lato sensu PROEJA;
3- Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Educação Profissional Integrada à Educação de Jovens e Adultos - PROEJA/CAPES/SETEC;
4- Assistência ao Estudante PROEJA da Rede Federal.
A partir deste contexto, o PROEJA tem como perspectiva a proposta de integração da educação profissional à educação básica buscando a superação da dualidade trabalho manual e intelectual, assumindo o trabalho na sua perspectiva criadora e não alienante. Isto impõe a construção de respostas para diversos desafios, tais como, o da formação do profissional, da organização curricular integrada, da utilização de metodologias e mecanismos de assistência que favoreçam a permanência e a aprendizagem do estudante, da falta de infra-estrutura para oferta dos cursos dentre outros.
De acordo com o Documento Base do PROEJA (2007) e a partir da construção do projeto pedagógico integrado, os cursos PROEJA podem ser oferecidos das seguintes formas:
1- Educação profissional técnica integrada ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos.
2- Educação profissional técnica concomitante ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos.
3- Formação inicial e continuada ou qualificação profissional integrada ao ensino fundamental na modalidade de educação de jovens e adultos.
4- Formação inicial e continuada ou qualificação profissional concomitante ao ensino fundamental na modalidade de educação de jovens e adultos.
Na direção de contribuir para a implantação de novos cursos e a melhoria das condições de oferta dos que se encontram em andamento, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC) desenvolve uma rede de ações:
1- Chamada Pública de Formação PROEJA (cursos de formação com carga horária de 120h a 240h);
2- Curso de pós-graduação lato sensu PROEJA;
3- Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Educação Profissional Integrada à Educação de Jovens e Adultos - PROEJA/CAPES/SETEC;
4- Assistência ao Estudante PROEJA da Rede Federal.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Sonhando
Se muitos jovens e adultos demandam educação básica (ensinos fundamental e médio) e profissionalização, o PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos) tem tudo para dar certo.
Jovens e adultos buscam uma escola que relacione humanismo e profissionalização. Isto é, segundo Gramsci, uma escola única inicial de cultura geral, humanística, caracterizada por uma justa adequação entre a capacidade de trabalhar intelectualmente e tecnicamente e que se apresente, ao mesmo tempo, como escola de cultura e de trabalho. A finalidade da escola que unifica cultura e trabalho é a formação de homens desenvolvidos multilateralmente, que articulem à sua capacidade produtiva as capacidades de pensar, de estudar, de dirigir, ou de controlar quem dirige. Uma dessas escolas pode ser o PROEJA.
Eu acredito que esse Programa PROEJA vai dar certo, porque nós queremos que ele dê certo, porque a sociedade brasileira quer, porque o governo federal vai continuar sustentando o Programa, porque os governos estaduais (Hartung e outros) oferecerâo PROEJA Médio nas suas redes, porque os governos municipais vão oferecer PROEJA Fic em suas redes municipais de educação, porque a Globo apoiará o PROEJA ...
Minha crença é real ou estou sonhando?
Jovens e adultos buscam uma escola que relacione humanismo e profissionalização. Isto é, segundo Gramsci, uma escola única inicial de cultura geral, humanística, caracterizada por uma justa adequação entre a capacidade de trabalhar intelectualmente e tecnicamente e que se apresente, ao mesmo tempo, como escola de cultura e de trabalho. A finalidade da escola que unifica cultura e trabalho é a formação de homens desenvolvidos multilateralmente, que articulem à sua capacidade produtiva as capacidades de pensar, de estudar, de dirigir, ou de controlar quem dirige. Uma dessas escolas pode ser o PROEJA.
Eu acredito que esse Programa PROEJA vai dar certo, porque nós queremos que ele dê certo, porque a sociedade brasileira quer, porque o governo federal vai continuar sustentando o Programa, porque os governos estaduais (Hartung e outros) oferecerâo PROEJA Médio nas suas redes, porque os governos municipais vão oferecer PROEJA Fic em suas redes municipais de educação, porque a Globo apoiará o PROEJA ...
Minha crença é real ou estou sonhando?
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Perguntando
A partir da LDB de 1996, a EJA começou a ser tratada num sentido mais ampliado, pensando na articulação das etapas de alfabetização/fundamental/médio e reconhecendo a diferenciação do perfil da clientela e a necessidade de interface com outras políticas para se fazer efetiva. Mas, ainda é urgente a necessidade de voltar a atenção do Estado brasileiro para jovens e adultos de baixa escolaridade, pois a EJA tem um viés de resgate da cidadania e de inclusão sócio-econômica.
É necessário sair do discurso de democracia e solidariedade presentes nos textos legais para a implantação de políticas públicas efetivas para a EJA. Então, eis a oportunidade: PROEJA.
A história da modalidade da Educação Profissionalizante (EPT) mostra que o foco de atendimento dessa EPT mudou nos cem anos de sua existência, dos indigentes para a classe média.
Apesar dos sujeitos atendidos na EJA e na EPT serem distintos, é possível que um campo educacional se integre com o outro. Na consolidação desse novo campo PROEJA é necessário: superar a visão compensatória de programas, configurando-se como política pública; envolver a rede federal de ensino profissionalizante no compromisso de compartilhar a sua centenária práxis pedagógica com o PROEJA; possibilitar o desenvolvimento de uma nova forma de atuação na EJA das redes estaduais e municipais; e desenvolver estratégias fundamentadas no tripé cursos de PROEJA, cursos especialização ou mestrado para professores e redes de pesquisa para a área.
Dentre muitos problemas e desafios, resolvi perguntar: Por que um campo educacional (PROEJA) tão promissor não tem crescido? Por que o estado do ES não oferece PROEJA? Como o nosso curso de especialização PROEJA/IFES tem ajudado na implantação desse novo campo aqui em Vitória? Por que é tão difícil juntar teoria (Programa Pós Graduação) com a prática (turmas PROEJA Construção Edifícios/Segurança Trabalho/Metalurgia Materiais) Qual a maior dificuldade do aluno do PROEJA na sua caminhada educacional? Por que jovens que concluiram recentemente o ensino médio estão cursando o PROEJA? Ou por que a evasão no PROEJA é alta?
É necessário sair do discurso de democracia e solidariedade presentes nos textos legais para a implantação de políticas públicas efetivas para a EJA. Então, eis a oportunidade: PROEJA.
A história da modalidade da Educação Profissionalizante (EPT) mostra que o foco de atendimento dessa EPT mudou nos cem anos de sua existência, dos indigentes para a classe média.
Apesar dos sujeitos atendidos na EJA e na EPT serem distintos, é possível que um campo educacional se integre com o outro. Na consolidação desse novo campo PROEJA é necessário: superar a visão compensatória de programas, configurando-se como política pública; envolver a rede federal de ensino profissionalizante no compromisso de compartilhar a sua centenária práxis pedagógica com o PROEJA; possibilitar o desenvolvimento de uma nova forma de atuação na EJA das redes estaduais e municipais; e desenvolver estratégias fundamentadas no tripé cursos de PROEJA, cursos especialização ou mestrado para professores e redes de pesquisa para a área.
Dentre muitos problemas e desafios, resolvi perguntar: Por que um campo educacional (PROEJA) tão promissor não tem crescido? Por que o estado do ES não oferece PROEJA? Como o nosso curso de especialização PROEJA/IFES tem ajudado na implantação desse novo campo aqui em Vitória? Por que é tão difícil juntar teoria (Programa Pós Graduação) com a prática (turmas PROEJA Construção Edifícios/Segurança Trabalho/Metalurgia Materiais) Qual a maior dificuldade do aluno do PROEJA na sua caminhada educacional? Por que jovens que concluiram recentemente o ensino médio estão cursando o PROEJA? Ou por que a evasão no PROEJA é alta?
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Continuando
Uma possibilidade para os sujeitos da EJA, geralmente vistos como evadidos e repetentes, garantirem a elevação de sua escolaridade ocorre por meio do PROEJA. Esse programa educacional além de garantir aos seus sujeitos o direito de aprender continuamente, aumentando assim sua escolaridade, tem como proposta uma formação integral, que vai além da oferta da educação básica, pois possibilita a profissionalização dos cidadãos jovens e adultos. Acredito que com essa integração seja possível superar a dicotomia entre o pensar e o fazer, que sempre existiu nos sistemas de ensino do país, formando cidadãos críticos e pensantes, aptos a transformarem a realidade social na qual estão inseridos.
No entanto, vejo que há diversos desafios ainda a enfrentar: a efetivação do PROEJA como política pública; a interação das redes federais, estaduais e municipais, visto que a proposta desse programa é expandir sua oferta, permitindo, assim, o acesso de tantos outros jovens e adultos; a concretização de um currículo integrado; além do desenvolvimento de ações que minimizem o preconceito evidente, em algumas instituições, com os alunos que estão retornando aos sistemas de ensino, após longos anos fora dos bancos escolares.
Outro desafio para o PROEJA é refere ao público atendido, pois verifica-se que muitos alunos das turmas do Proeja/Ifes, já possuem o Ensino Médio completo. Esses dados, instigam à pesquisa dos principais motivos que induzem tantos alunos, que já possuem formação básica concluída, a freqüentarem o PROEJA, ao invés de ingressarem em um curso subseqüente ou superior.
No entanto, vejo que há diversos desafios ainda a enfrentar: a efetivação do PROEJA como política pública; a interação das redes federais, estaduais e municipais, visto que a proposta desse programa é expandir sua oferta, permitindo, assim, o acesso de tantos outros jovens e adultos; a concretização de um currículo integrado; além do desenvolvimento de ações que minimizem o preconceito evidente, em algumas instituições, com os alunos que estão retornando aos sistemas de ensino, após longos anos fora dos bancos escolares.
Outro desafio para o PROEJA é refere ao público atendido, pois verifica-se que muitos alunos das turmas do Proeja/Ifes, já possuem o Ensino Médio completo. Esses dados, instigam à pesquisa dos principais motivos que induzem tantos alunos, que já possuem formação básica concluída, a freqüentarem o PROEJA, ao invés de ingressarem em um curso subseqüente ou superior.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Proejando
O Brasil tem quase 190 milhões de habitantes e aproximadamente 11% são analfabetos. Somando-se a esses, temos dezenas de milhões de brasileiros que concluíram apenas o primeiro ciclo do ensino fundamental. Mais da metade dos jovens de 15 a 17 anos não está cursando o ensino médio. Em nosso país, a média é de 6,5 anos de estudos para as pessoas de 10 ou mais anos de idade. Apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentam curso superior. Esses números ajudam a ilustrar a imensa quantidade de brasileiros que precisam voltar para a escola. Temos mais de 60 milhões de brasileiros com baixa ou nenhuma escolaridade. Esses milhões demandam o segundo ciclo do ensino fundamental, o ensino médio e a educação profissional.
Tentando atender essas demandas e atender aos anseios e reinvidicações dos fóruns de EJA, o Governo Federal promulgou inicialmente o Decreto nº 5.478 de 24/06/2005 e depois o Decreto nº 5.840 de 13/07/2006 implantando o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). O primeiro decreto revelou a decisão do governo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta da educação profissional técnica de nível médio, inicialmente através da rede federal de educação profissional e tecnológica e depois expandida para as redes estaduais. O segundo decreto revogou o primeiro e ampliou para a educação profissional técnica para o ensino básico e aumentou também as instituições promotoras do PROEJA.
A proposta do PROEJA tem sido criticada, no sentido de ser apenas mais um programa e não uma política do estado brasileiro, com alcance maior e duradouro. Mesmo polêmica, ela ganha significado no contexto atual de mudanças, na busca da universalização da educação básica com a ampliação profissional, com perspectivas de continuidade de estudos no nível superior.
Tentando atender essas demandas e atender aos anseios e reinvidicações dos fóruns de EJA, o Governo Federal promulgou inicialmente o Decreto nº 5.478 de 24/06/2005 e depois o Decreto nº 5.840 de 13/07/2006 implantando o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). O primeiro decreto revelou a decisão do governo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta da educação profissional técnica de nível médio, inicialmente através da rede federal de educação profissional e tecnológica e depois expandida para as redes estaduais. O segundo decreto revogou o primeiro e ampliou para a educação profissional técnica para o ensino básico e aumentou também as instituições promotoras do PROEJA.
A proposta do PROEJA tem sido criticada, no sentido de ser apenas mais um programa e não uma política do estado brasileiro, com alcance maior e duradouro. Mesmo polêmica, ela ganha significado no contexto atual de mudanças, na busca da universalização da educação básica com a ampliação profissional, com perspectivas de continuidade de estudos no nível superior.
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