O Brasil tem quase 190 milhões de habitantes e aproximadamente 11% são analfabetos. Somando-se a esses, temos dezenas de milhões de brasileiros que concluíram apenas o primeiro ciclo do ensino fundamental. Mais da metade dos jovens de 15 a 17 anos não está cursando o ensino médio. Em nosso país, a média é de 6,5 anos de estudos para as pessoas de 10 ou mais anos de idade. Apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentam curso superior. Esses números ajudam a ilustrar a imensa quantidade de brasileiros que precisam voltar para a escola. Temos mais de 60 milhões de brasileiros com baixa ou nenhuma escolaridade. Esses milhões demandam o segundo ciclo do ensino fundamental, o ensino médio e a educação profissional.
Tentando atender essas demandas e atender aos anseios e reinvidicações dos fóruns de EJA, o Governo Federal promulgou inicialmente o Decreto nº 5.478 de 24/06/2005 e depois o Decreto nº 5.840 de 13/07/2006 implantando o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). O primeiro decreto revelou a decisão do governo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta da educação profissional técnica de nível médio, inicialmente através da rede federal de educação profissional e tecnológica e depois expandida para as redes estaduais. O segundo decreto revogou o primeiro e ampliou para a educação profissional técnica para o ensino básico e aumentou também as instituições promotoras do PROEJA.
A proposta do PROEJA tem sido criticada, no sentido de ser apenas mais um programa e não uma política do estado brasileiro, com alcance maior e duradouro. Mesmo polêmica, ela ganha significado no contexto atual de mudanças, na busca da universalização da educação básica com a ampliação profissional, com perspectivas de continuidade de estudos no nível superior.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
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Oi, Leonardo!
ResponderExcluirRealmente ainda faltam políticas de estado para o PROEJA que sejam de longo prazo e alicerçadas tanto na teoria como na prática, de forma a enfrentar a diversidade e todas as formas de exclusão social que perdura na sociedade brasileira, que vai desde o analfabetismo literário e funcional, até mais recentemente o analfabetismo digital.
Seu Blog ficou muito legal!
Continue postando!
Abraços.
Helaine