A partir da LDB de 1996, a EJA começou a ser tratada num sentido mais ampliado, pensando na articulação das etapas de alfabetização/fundamental/médio e reconhecendo a diferenciação do perfil da clientela e a necessidade de interface com outras políticas para se fazer efetiva. Mas, ainda é urgente a necessidade de voltar a atenção do Estado brasileiro para jovens e adultos de baixa escolaridade, pois a EJA tem um viés de resgate da cidadania e de inclusão sócio-econômica.
É necessário sair do discurso de democracia e solidariedade presentes nos textos legais para a implantação de políticas públicas efetivas para a EJA. Então, eis a oportunidade: PROEJA.
A história da modalidade da Educação Profissionalizante (EPT) mostra que o foco de atendimento dessa EPT mudou nos cem anos de sua existência, dos indigentes para a classe média.
Apesar dos sujeitos atendidos na EJA e na EPT serem distintos, é possível que um campo educacional se integre com o outro. Na consolidação desse novo campo PROEJA é necessário: superar a visão compensatória de programas, configurando-se como política pública; envolver a rede federal de ensino profissionalizante no compromisso de compartilhar a sua centenária práxis pedagógica com o PROEJA; possibilitar o desenvolvimento de uma nova forma de atuação na EJA das redes estaduais e municipais; e desenvolver estratégias fundamentadas no tripé cursos de PROEJA, cursos especialização ou mestrado para professores e redes de pesquisa para a área.
Dentre muitos problemas e desafios, resolvi perguntar: Por que um campo educacional (PROEJA) tão promissor não tem crescido? Por que o estado do ES não oferece PROEJA? Como o nosso curso de especialização PROEJA/IFES tem ajudado na implantação desse novo campo aqui em Vitória? Por que é tão difícil juntar teoria (Programa Pós Graduação) com a prática (turmas PROEJA Construção Edifícios/Segurança Trabalho/Metalurgia Materiais) Qual a maior dificuldade do aluno do PROEJA na sua caminhada educacional? Por que jovens que concluiram recentemente o ensino médio estão cursando o PROEJA? Ou por que a evasão no PROEJA é alta?
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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