sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Relatando (1/2)

Eu, Leonardo Polese Alves, sou engenheiro civil e professor do Ifes/Vitória desde 1993. Já lecionei nos cursos técnicos integrados e sub-sequentes das áreas Estradas, Agrimensura e Geomática e no curso tecnólogo da área Saneamento Ambiental. Atualmente ensino Informática Básica no curso técnico sub-sequente de Geoprocessamento. Como na minha Coordenadoria de Geomática não oferece EJA, nunca tinha trabalhado com turmas do Emjat/Proeja.
No final de setembro de 2009, a direção de ensino do Ifes me pediu uma colaboração, assumindo a turma N11 na disciplina de Informática Básica do curso Proeja Metalurgia e Materiais a partir do início de outubro de 2009. A professora Adriana se desligou dessa turma, e Elisa me pediu essa colaboração.
Argumentei com Elisa que minha carga horária estava menor, pois em tinha um licença parcial para cursar especialização no Ppg/Proeja/Ifes/Vitória de 2009/1 até 2010/1. Não conseguir ‘escapolir’ e aceitei ser professor de Informática nessa turma de 02/10/2009 até 16/12/2009. Esse então foi o meu primeiro trabalho pedagógico no Proeja/Emjat. Essa turma tinha muitos jovens e poucos adultos, como as turmas do técnico sub-sequente.
No primeiro encontro com a turma N11, me apresentei e pedi que se apresentassem. A maioria dos alunos da turma N11 trabalhava e estudava. Levando em consideração essa dupla jornada, estudo e trabalho, fizemos um contrato didático, do qual constava: o principal era estar presente nas aulas disposto para aprender e produzir; todas as tarefas seriam feitas nas aulas, praticamente não levando tarefa para casa; os alunos e o professor seriam responsáveis pela aprendizagem dos alunos, ou seja, todos juntos para aprender.
As aulas de Informática Básica nessa turma N11 no semestre 2009/2 se desenvolveram nas terças-feiras (3 últimas aulas, ou melhor, após as aulas da disciplina Gestão) e sextas-feiras (na primeira aula, ou melhor, antes da aula de Química).
Combinamos que nas terças-feiras, faríamos o recreio ou intervalo entre a 2ª e 3ª aula. Ou seja, os alunos saiam da aula de Gestão às 20:00 e faziam o intervalo até às 20:15, quando eu começaria as três aulas seguidas até às 22:15. Nas terças-feiras, eu saía da Coordenadoria de Geomática após o toque do sinal das 20:00, passava na Inspetoria para pegar a chave do Laboratório 5 de Informática e abria esse laboratório às 20:05. Alguns alunos vinham direto sem fazer o intervalo, outros faziam o intervalo e chegavam às 20:15 ou 20:20. Alguns alunos faziam um intervalo maior e chegavam após às 20:40 ou 21:00. Sempre acolhia bem os alunos, não importando o horário de chegada nas aulas de terça-feira. Os alunos que chegavam cedo utilizavam os minutos iniciais para consultar email e navegar na internet. Os que chegavam às 20:15 ou 20:20 pegavam o início das aulas. Os que chegavam mais tarde, 20:40 ou 21:00, quando sentavam sozinhos eram orientados pelo professor até acompanharem a aula sozinhos ou quase sozinhos, mas o professor também orientava os atrasados a sentarem com outros alunos para acompanhar as aulas.
Após os primeiros contatos, percebi que os sujeitos desses modos de ensino profissionalizante, Proeja Médio e Técnico Sub-sequente, são muito parecidos na diversidade e nos contextos sociais. Aproximadamente metade da turma N11, freqüentava assiduamente as aulas. Mas a outra metade tinha freqüência intermitente.
Os conteúdos propostos para serem desenvolvidos no plano de curso de Informática Básica são: sistema operacional, internet, editor de texto, apresentação e planilha eletrônica. A professora Adriana, havia trabalhado os quatros primeiros itens, e eu ensinei a utilização básica das planilhas eletrônicas.
No Laboratório de Informática 5, ensinava a planilha com o projetor e depois percorria a sala tirando as dúvidas do aluno ou da dupla de alunos. Com o tempo, percebi quem tinha mais dificuldades e dei um pouco mais de atenção para esses alunos ou formava uma dupla de um aluno que tinha facilidade com outro que tinha dificuldade. Nas poucas duplas que consegui ajeitar facilidade com dificuldade, pedia ao aluno com facilidade que evitasse o mouse, o teclado ou a solução e que tentasse ser um tutor. No final de cada aula, os alunos enviavam, por email, o arquivo individual contendo acumulativamente todas as planilhas desenvolvidas por cada aluno da N11. Nas sextas-feiras de tarde, eu verificava o arquivos que cada aluno enviara na aula de terça-feira, e na aula de sexta-feira às 18:30 eu informava sobre essa verificação.
Os alunos faltavam mais na aula de sexta-feira. Então, passei a desenvolver atividades práticas de avaliação nessa primeira aula da sexta-feira. Eu propunha uma situação problema oralmente e escrita no quadro, os alunos utilizavam a planilha eletrônica na resolução dessa situação problema e depois me enviavam o arquivo individual por email. Quem não dava conta de apresentar essa solução na sexta-feira por atraso ou falta, tinha oportunidade de concluir o ou desenvolver a solução dessa situação problema na terça-feira seguinte.

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