Se muitos jovens e adultos demandam educação básica (ensinos fundamental e médio) e profissionalização, o PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos) tem tudo para dar certo.
Jovens e adultos buscam uma escola que relacione humanismo e profissionalização. Isto é, segundo Gramsci, uma escola única inicial de cultura geral, humanística, caracterizada por uma justa adequação entre a capacidade de trabalhar intelectualmente e tecnicamente e que se apresente, ao mesmo tempo, como escola de cultura e de trabalho. A finalidade da escola que unifica cultura e trabalho é a formação de homens desenvolvidos multilateralmente, que articulem à sua capacidade produtiva as capacidades de pensar, de estudar, de dirigir, ou de controlar quem dirige. Uma dessas escolas pode ser o PROEJA.
Eu acredito que esse Programa PROEJA vai dar certo, porque nós queremos que ele dê certo, porque a sociedade brasileira quer, porque o governo federal vai continuar sustentando o Programa, porque os governos estaduais (Hartung e outros) oferecerâo PROEJA Médio nas suas redes, porque os governos municipais vão oferecer PROEJA Fic em suas redes municipais de educação, porque a Globo apoiará o PROEJA ...
Minha crença é real ou estou sonhando?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Perguntando
A partir da LDB de 1996, a EJA começou a ser tratada num sentido mais ampliado, pensando na articulação das etapas de alfabetização/fundamental/médio e reconhecendo a diferenciação do perfil da clientela e a necessidade de interface com outras políticas para se fazer efetiva. Mas, ainda é urgente a necessidade de voltar a atenção do Estado brasileiro para jovens e adultos de baixa escolaridade, pois a EJA tem um viés de resgate da cidadania e de inclusão sócio-econômica.
É necessário sair do discurso de democracia e solidariedade presentes nos textos legais para a implantação de políticas públicas efetivas para a EJA. Então, eis a oportunidade: PROEJA.
A história da modalidade da Educação Profissionalizante (EPT) mostra que o foco de atendimento dessa EPT mudou nos cem anos de sua existência, dos indigentes para a classe média.
Apesar dos sujeitos atendidos na EJA e na EPT serem distintos, é possível que um campo educacional se integre com o outro. Na consolidação desse novo campo PROEJA é necessário: superar a visão compensatória de programas, configurando-se como política pública; envolver a rede federal de ensino profissionalizante no compromisso de compartilhar a sua centenária práxis pedagógica com o PROEJA; possibilitar o desenvolvimento de uma nova forma de atuação na EJA das redes estaduais e municipais; e desenvolver estratégias fundamentadas no tripé cursos de PROEJA, cursos especialização ou mestrado para professores e redes de pesquisa para a área.
Dentre muitos problemas e desafios, resolvi perguntar: Por que um campo educacional (PROEJA) tão promissor não tem crescido? Por que o estado do ES não oferece PROEJA? Como o nosso curso de especialização PROEJA/IFES tem ajudado na implantação desse novo campo aqui em Vitória? Por que é tão difícil juntar teoria (Programa Pós Graduação) com a prática (turmas PROEJA Construção Edifícios/Segurança Trabalho/Metalurgia Materiais) Qual a maior dificuldade do aluno do PROEJA na sua caminhada educacional? Por que jovens que concluiram recentemente o ensino médio estão cursando o PROEJA? Ou por que a evasão no PROEJA é alta?
É necessário sair do discurso de democracia e solidariedade presentes nos textos legais para a implantação de políticas públicas efetivas para a EJA. Então, eis a oportunidade: PROEJA.
A história da modalidade da Educação Profissionalizante (EPT) mostra que o foco de atendimento dessa EPT mudou nos cem anos de sua existência, dos indigentes para a classe média.
Apesar dos sujeitos atendidos na EJA e na EPT serem distintos, é possível que um campo educacional se integre com o outro. Na consolidação desse novo campo PROEJA é necessário: superar a visão compensatória de programas, configurando-se como política pública; envolver a rede federal de ensino profissionalizante no compromisso de compartilhar a sua centenária práxis pedagógica com o PROEJA; possibilitar o desenvolvimento de uma nova forma de atuação na EJA das redes estaduais e municipais; e desenvolver estratégias fundamentadas no tripé cursos de PROEJA, cursos especialização ou mestrado para professores e redes de pesquisa para a área.
Dentre muitos problemas e desafios, resolvi perguntar: Por que um campo educacional (PROEJA) tão promissor não tem crescido? Por que o estado do ES não oferece PROEJA? Como o nosso curso de especialização PROEJA/IFES tem ajudado na implantação desse novo campo aqui em Vitória? Por que é tão difícil juntar teoria (Programa Pós Graduação) com a prática (turmas PROEJA Construção Edifícios/Segurança Trabalho/Metalurgia Materiais) Qual a maior dificuldade do aluno do PROEJA na sua caminhada educacional? Por que jovens que concluiram recentemente o ensino médio estão cursando o PROEJA? Ou por que a evasão no PROEJA é alta?
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Continuando
Uma possibilidade para os sujeitos da EJA, geralmente vistos como evadidos e repetentes, garantirem a elevação de sua escolaridade ocorre por meio do PROEJA. Esse programa educacional além de garantir aos seus sujeitos o direito de aprender continuamente, aumentando assim sua escolaridade, tem como proposta uma formação integral, que vai além da oferta da educação básica, pois possibilita a profissionalização dos cidadãos jovens e adultos. Acredito que com essa integração seja possível superar a dicotomia entre o pensar e o fazer, que sempre existiu nos sistemas de ensino do país, formando cidadãos críticos e pensantes, aptos a transformarem a realidade social na qual estão inseridos.
No entanto, vejo que há diversos desafios ainda a enfrentar: a efetivação do PROEJA como política pública; a interação das redes federais, estaduais e municipais, visto que a proposta desse programa é expandir sua oferta, permitindo, assim, o acesso de tantos outros jovens e adultos; a concretização de um currículo integrado; além do desenvolvimento de ações que minimizem o preconceito evidente, em algumas instituições, com os alunos que estão retornando aos sistemas de ensino, após longos anos fora dos bancos escolares.
Outro desafio para o PROEJA é refere ao público atendido, pois verifica-se que muitos alunos das turmas do Proeja/Ifes, já possuem o Ensino Médio completo. Esses dados, instigam à pesquisa dos principais motivos que induzem tantos alunos, que já possuem formação básica concluída, a freqüentarem o PROEJA, ao invés de ingressarem em um curso subseqüente ou superior.
No entanto, vejo que há diversos desafios ainda a enfrentar: a efetivação do PROEJA como política pública; a interação das redes federais, estaduais e municipais, visto que a proposta desse programa é expandir sua oferta, permitindo, assim, o acesso de tantos outros jovens e adultos; a concretização de um currículo integrado; além do desenvolvimento de ações que minimizem o preconceito evidente, em algumas instituições, com os alunos que estão retornando aos sistemas de ensino, após longos anos fora dos bancos escolares.
Outro desafio para o PROEJA é refere ao público atendido, pois verifica-se que muitos alunos das turmas do Proeja/Ifes, já possuem o Ensino Médio completo. Esses dados, instigam à pesquisa dos principais motivos que induzem tantos alunos, que já possuem formação básica concluída, a freqüentarem o PROEJA, ao invés de ingressarem em um curso subseqüente ou superior.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Proejando
O Brasil tem quase 190 milhões de habitantes e aproximadamente 11% são analfabetos. Somando-se a esses, temos dezenas de milhões de brasileiros que concluíram apenas o primeiro ciclo do ensino fundamental. Mais da metade dos jovens de 15 a 17 anos não está cursando o ensino médio. Em nosso país, a média é de 6,5 anos de estudos para as pessoas de 10 ou mais anos de idade. Apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentam curso superior. Esses números ajudam a ilustrar a imensa quantidade de brasileiros que precisam voltar para a escola. Temos mais de 60 milhões de brasileiros com baixa ou nenhuma escolaridade. Esses milhões demandam o segundo ciclo do ensino fundamental, o ensino médio e a educação profissional.
Tentando atender essas demandas e atender aos anseios e reinvidicações dos fóruns de EJA, o Governo Federal promulgou inicialmente o Decreto nº 5.478 de 24/06/2005 e depois o Decreto nº 5.840 de 13/07/2006 implantando o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). O primeiro decreto revelou a decisão do governo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta da educação profissional técnica de nível médio, inicialmente através da rede federal de educação profissional e tecnológica e depois expandida para as redes estaduais. O segundo decreto revogou o primeiro e ampliou para a educação profissional técnica para o ensino básico e aumentou também as instituições promotoras do PROEJA.
A proposta do PROEJA tem sido criticada, no sentido de ser apenas mais um programa e não uma política do estado brasileiro, com alcance maior e duradouro. Mesmo polêmica, ela ganha significado no contexto atual de mudanças, na busca da universalização da educação básica com a ampliação profissional, com perspectivas de continuidade de estudos no nível superior.
Tentando atender essas demandas e atender aos anseios e reinvidicações dos fóruns de EJA, o Governo Federal promulgou inicialmente o Decreto nº 5.478 de 24/06/2005 e depois o Decreto nº 5.840 de 13/07/2006 implantando o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). O primeiro decreto revelou a decisão do governo de atender à demanda de jovens e adultos pela oferta da educação profissional técnica de nível médio, inicialmente através da rede federal de educação profissional e tecnológica e depois expandida para as redes estaduais. O segundo decreto revogou o primeiro e ampliou para a educação profissional técnica para o ensino básico e aumentou também as instituições promotoras do PROEJA.
A proposta do PROEJA tem sido criticada, no sentido de ser apenas mais um programa e não uma política do estado brasileiro, com alcance maior e duradouro. Mesmo polêmica, ela ganha significado no contexto atual de mudanças, na busca da universalização da educação básica com a ampliação profissional, com perspectivas de continuidade de estudos no nível superior.
Assinar:
Comentários (Atom)
