sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Caminhando

Notícias do Ifes de 21 de dezembro de 2009: "Campus Serra realiza primeira formatura do Técnico Proeja

No dia 14 de dezembro, formaram-se os primeiros alunos do curso Técnico de Informática Proeja – Educação Profissional Integrada à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – do campus Serra. A cerimônia foi realizada no teatro do campus, com a presença de familiares dos formandos, alunos e convidados, e da Coordenadora do Proeja, Maria José de Resende Ferreira. Os cursos técnicos da modalidade Proeja fazem parte das ações do Ministério da Educação – MEC – em prol de um ensino médio profissionalizante de qualidade aos jovens e adultos que não puderam dar continuidade aos estudos em idade regular. No Instituto Federal, os cursos são ofertados a muitos jovens e adultos há mais de três anos."

O PROEJA está caminhando em pequenos passos. O SETEC/MEC tem sustendado o programa com financiamento. O Ifes não tem apoiado satisfatoriamente o programa. O estudo monográfico do professor eteviano Suir Martins da Silva, intitulado "O Proeja no Cefetes/Vitória: Dificuldades de Acesso", relaciona várias sugestões para melhorar o acesso dos jovens e adultos ao programa Proeja, mas apenas uma, valor da inscrição no processo seletivo do Proeja, foi adotada. O número de vagas no campus Vitória diminui de 2009 para 2010. E em outros campi, parece que o Ifes está oferecendo as vagas para cumprir alguma exigência sem conseguir atrair os jovens e adultos para o processo seletivo de nossa instituição. O Programa de Pós-graduação Proeja/Ifes enfrenta dificuldades como por exemplo o quadro funcional do PPG.

Ainda bem que existem no Ifes professores como Mateus Silva Ferreira. Leia fragmentos do relato "Quem disse que eles não podem" do Mateus na revista "Sala de aula em Foco - caminhos para ações no Proeja":

"Os alunos das antigas técnicas federais, depois centros federais de educação tecnológica e hoje institutos federais de educação, originários da classe média, por um período bastante longo absorveram os recursos públicos federais destinados ao ensino técnico. A poucos interessava a profissionalização. A maioria fez dessas escolas caminho para a universidade, aproveitando a qualidade de ensino nelas existentes. Enquanto isso, trabalhadores e seus filhos permaneceram fora de suas dependências.
( ... )
A clientela do Ifes está mudando. Outras parcelas da população começam a ter acesso às suas depedências. O professor terá que se adaptar a elas para dar sentido novo ao seu trabalho. Para que isso aconteça, há uma bandeira pela qual lutar - educação de trabalhadores jovens, ou não tão jovens, com qualidade igual à (educação) que havia e ainda há para os filhos da classe média."

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Felicitando

Feliz 2010! Que tenhamos muita paz, saúde e sabedoria. E que o PROEJA cresça em quantidade e qualidade no Ifes, seja adotado nas redes estadual e municipais.